Salve, gente bonita e gente não tão bonita assim!
Confesso que não era minha intenção escrever sobre essa trilha sonora (já tinha uma programada pra essa semana), mas achei essa trilha sonora digna de mudar a programação.
Pra começar o texto de hoje, gostaria de fazer uma rápida citação:
“Go
Don’t you go
Won’t you stay with me one more day
If we get through one more night
If we get through one more night”
Esse é um trecho da música “Stay”, do Oingo Boingo. E o que, raios, isso tem a ver com o texto de hoje? Ele: Danny Elfman!
Vamos à ficha do compositor!
Daniel Robert Elfman, ou “Danny” Elfman, nasceu em Los Angeles, e quando criança passava um bom tempo assistindo filmes em um cinema local e admirando as trilhas sonoras. Mas esse não foi o único plano de fundo da carreira musical de Elfman. Ele começou com uma banda de garagem com sua “turminha do barulho” – tu dum pix – no ensino médio, e viajou mundo a fora aprendendo novos estilos, como um personagem de World of Warcraft aprendendo novas receitas de culinária. E então veio o Oingo Boingo.
Admito que sou novo demais para realmente lembrar do Oingo Boingo – Tem “alguém” aqui do ApendCity que sabe mais sobre eles – mas a música Stay é uma daquelas que quando começa a tocar, fica em loop na minha cabeça, mas de forma positiva (diferente da dança da manivela).
Mas é como compositor de trilhas sonoras que acompanho Danny Elfman. Figuram entre suas composições The Simpsons (1996-2012), Alice in Wonderland, The Simpsons Movie, Spider-Man 3, Fable, Batman (do Tim Burton), Beetlejuice, Marte Ataca, Man in Black e Dark Shadows. Deu pra ver que é difícil fugir de uma trilha sonora que não seja dele, não?
Quando vi que Sombras da Noite já estava diponível no Sonora e vi que era Danny Elfman, imediatamente acrescentei à minha áudioteca. E tive algumas impressões rápidas, e outras que notei quando assisti o filme.
Ao ouvir Prologue (Uncut) noitei o uso da flauta na região grave, com uma expressão em tempo rubato e pontes bem construidas com as cordas se apoiando no violoncello. E então entra um Maestoso, quase Con Brio, que trabalha acordes destoantes com o agudo das cordas e o empurrão que a trompa e a tuba se revezam pra fazer. E pra ficar mais sombrio e criar uma atmosfera apropriada para o filme, Elfman soube utilizar muito bem um coral no acompanhamento.
A segunda música que me chamou atenção foi Is it her?, que não posso falar onde no filme ela está para evitar spoilers, mas ela entrou de forma extremamente sutil na cena, trabalhando mais uma vez o tema com a flauta e pontes com o violoncelo, e trouxe a emoção que a cena deveria passar com maestria.
Em Hypno Music eu lembrei imediatamente de Marte Ataca, mas o uso dela também foi impecável, e trouxe comicidade e seriedade à cena.
Já Angry Mob, mesmo sendo uma ótima música, acredito que não foi excepcional no contexto. Alguns trechos dela trazem o staccato andante esperado, mas a música cai muito em um sombrio desproporcional à cena. O que é certamente compensado em Final Confrontation. As cordas, trabalhando na região grave, a trompa com ataques imponetes e bem colocados e o trombone em um contracanto bem medido, adicionado ao uso de frases nas madeiras que dão a ambientação necessária, caindo depois em um soli revezado entre as cordas, suportado pelas madeiras.
No contexto geral, a expressão marcante fica com o coral, os graves (violoncelo e tuba) e com o agudo dos violinos e grave das flautas. É uma trilha sonora que, mesmo sem saber de qual filme é, certamente diriamos: Tim Burton.
Dadas as considerações, minha nota para essa trilha sonora fica em 8,9.
E quem quiser, ela já está diponível!
Sonora: http://migre.me/9zhjA
iTunes (BR): http://migre.me/9zhpd
|
|






Mandou bem Almeida. O que eu achei legal no post é que, eu como leigo no quesito trilhas sonoras, serei obrigado a prestar atenção na trilha sonora desse filme quando for assistir. Nem que seja pra saber o que raios é um staccato andante. E como você fez o post antes mesmo da estréia do filme, acho que pouquíssima gente aqui deve ter visto. Agucemos nossos ouvidos então
E obviamente, agora a Stay ficará tocando na minha cabeça o resto do dia.