Branca de Neve e o Caçador, de Lily Blake

Olá, leitores queridos do ApendCity! Aqui é a Viviani (prefiro que me chamem de Vivi ou Vi), mais conhecida como SerenityHime, e estou aqui porque o Almeida e o Salazar me ameaçaram convidaram para escrever sobre livros para a segunda temporada do ApendCity. E eu, com muito prazer, aceitei esta honra que é vos falar por meio de meus textos e resenhas.

Um pouquinho sobre mim: sou uma amante incontrolável de livros desde pequena. Sempre adorei esses universos novos e diferentes que eles desvendam a cada história. E exatamente por causa de gostar de mais coisas que fogem do nosso mundinho normal e chato que pendi para a área de fantasia, ficção e ficção-científica. Hoje estou aprendendo as bases da filosofia nerd com vários excelentes amigos, que têm uma paciência maior que a de Buda comigo!

Vamos então à minha primeira (espero que de muitas) resenha para o ApendCity! E senta que lá vem SPOILERS!!!

 

“Em pé diante das cinzas. Em pé diante do céu de inverno. Em pé diante do chamado. Ouça o choro da batalha. Deixe-o gritar desde as montanhas. Desde a floresta até a capela. Porque a morte é uma boca faminta. E você é a maçã.”

Em um reino distante morava um rei chamado Magnus, que ficara viúvo há quase um ano, com apenas uma filha para lhe fazer companhia e herdar seu trono. A menina chamava-se Branca de Neve, tinha os cabelos negros, olhos castanho-escuros e lábios cor de carmim e era tida, ainda na infância, como a mais bela do reino.

No inverno mais frio que aquela região já tinha visto, para proteger o reino, o rei Magnus teve que enfrentar em uma batalha terrível os guerreiros de sombra, um clã da escuridão reunido por alguma força mágica inexplicável.

No entanto, o exército inimigo foi derrotado muito facilmente, fácil demais. Nem mesmo corpos sobraram pelo chão, apenas havia uma carroça-prisão que levava uma belíssima jovem de não mais de vinte anos: Ravenna. Opa! Alguém ouviu o alarme de encrenca máxima tocando por aí? Ao libertar a prisioneira, Magnus imediatamente se esquece da tristeza devido à morte da esposa e se apaixona pela moça, não demorando nada para pedi-la em casamento. Na verdade, ele a pediu em casamento no dia seguinte! Tipo, que pressa toda é essa?!

Torcer por ela é errado?

O que o rei não esperava era que existisse muito por trás do temperamento afável e da bela aparência de sua futura nova rainha (não me diga?!); ele não esperava que ela carregasse um terrível rancor de seu passado e estivesse em busca de vingança por tudo que fora feito a si e que fosse tomar o reino e mandar matar todos os cortesãos.

Porém, por alguma razão que nem ela sabe explicar, Ravenna decide manter Branca de Neve viva, ainda que trancafiada em uma cela na torre, sem nunca mais sair.

Os anos passam, e Ravenna impõe cada vez mais seu governo de desespero, miséria e morte sobre todos os súditos do reino, oposta apenas por alguns pequenos núcleos rebeldes que mal têm força para se manterem, quanto mais para investirem para depor a rainha. Até que um dia, Branca de Neve consegue fugir em uma das cenas mais mirabolantes de fuga de todos os tempos. Crianças, não tentem isso em casa se não quiserem acabar com uma infecção ou serem levados de volta à rainha em menos tempo do que se leva para dizer “maçã envenenada”.

Ela está sorrindo aqui.

Para encontrá-la na Floresta Sombria, Ravenna convoca a ajuda voluntária-forçada de Eric, um caçador viúvo que tenta afogar suas mágoas da perda da esposa bebendo até cair; no entanto, é um dos poucos que já se aventurou sozinho na floresta e saiu de lá vivo. E que, cá entre nós, é um cara extremamente gato que eu pegaria estando bêbado ou não.



Sim, é o Thor e o pai do capitão Kirk, gente. Aiai *suspiro*

 Agora Branca de Neve terá de lutar contra a feitiçaria da rainha, seu exército e todos aqueles enviados para capturá-la e levá-la para um destino que pode ser pior do que a morte. É seu papel encontrar forças para superar todos os obstáculos que forem colocados em seu caminho, reunir-se com seus aliados e cumprir o seu destino morrendo nas mãos da rainha ou se tornando aquela que tirará Ravenna do trono.

Assim como A Garota da Capa Vermelha, Branca de Neve e o Caçador foge à norma de livros adaptados para o cinema, pois ele foi escrito por causa do filme, não vice-versa como normalmente acontece. Isso, é claro, tem lá suas vantagens, porém tem muito mais desvantagens.

Primeiro, ao ter a necessidade de se manter fiel ao que foi apresentado no filme, a autora não pode ousar muito, colocando coisas que ficariam melhores, mudando cenas ou até mesmo reescrevendo alguma parte. Isso faz que a história do livro fique mais restrita, ainda mais que ele não pode se valer do recurso visual que o filme tem. Alguns pequenos detalhes foram arrumados e conseguiram ficar bons no todo; a outros ficou faltando uma atenção maior que lhes daria coerência no decorrer do livro.

Em segundo lugar, os personagens são adoráveis e ficariam perfeitos se pudessem ter sido explorados a fundo. Porém o desenvolvimento de uma personalidade profunda para os personagens levaria muito mais páginas e daria muito mais trabalho do que se ater à superfície do que eles pensam ou sentem. Fora que há o risco de o personagem criar vida própria e se distanciar muito de como ele foi apresentado no filme. Isso acontece comigo e os personagens dos meus livros direto, tanto que já desisti de planejar as coisas muito adiante porque sei que eles vão dar um jeito de dar uma reviravolta na história que nem eu esperava.

Um ponto positivo é que o livro consegue acrescentar pequenos detalhes que acabam enriquecendo a história em sua totalidade, além de tirar coisas altamente desnecessárias que não sabemos por que raios foram colocadas no filme, como o Pai Nosso e o galho de macieira em flor (quem assistiu ao filme sabe do que estou falando).

Não espere encontrar muito do conto de fadas dos irmão Grimm, mas a história acaba tendo um encanto próprio, ainda que não tão explorado. No todo, é uma leitura fácil, rápida e gostosa para se passar o tempo e se distrair dos problemas do mundo.

 

Branca de Neve e o Caçador
Snow White and the Huntsman
Lily Blake
Novo Conceito
Páginas: 208
Tradução: Ronaldo Luis da Silva
ISBN: 978-85-8163-018-2

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Serenity Now! by Viviani Hellwald Barini is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Unported License.

About SerenityHime

Editora-Chefe do The Bookaholic Princess, tradutora, bookaholic, Whovian, nerd em treinamento, apreciadora da cultura japonesa, escritora nas horas vagas e sonhadora o tempo todo.